0073 - Sabbath Bloody Sabbath - The Cardigans [1996]

Foi em 1997 que ouvi pela primeira vez o hit pop Lovefool dos Cardigans no rádio. Logicamente, ao ouvi-la, foi “amor a primeira audição”. Na época, tinha arranjado um trabalho nas férias da escola e parte do dinheirinho que ajuntava ia para a minha coleção de CDs – que continuo até hoje.

Sem mp3 e muito menos internet com banda larga, conseguir um disco recém-lançado de uma banda pouco conhecida era difícil e caro. Na cidade onde morava, Suzano (que fica depois de Fimdemundopólis) era praticamente impossível. Então, tinha que ir a São Paulo para conseguir o que queria. E foi numa dessas incursões a capital, atrás do disco perdido e com o dinheiro contado, que acabei adquirindo o disco...Life (???).

Para quem conhece bem esta banda sueca, sabe que Lovefool não está em Life e sim no álbum First Band On The Moon. Entretanto, quando ouvi as canções de Life nem me importei com a ausência de Lovefool no disco. Afinal tinha ouvido tantas canções divertidas e animadas como Rise And Shine, Daddy’s Car e Sick And Tired; não tive dúvidas onde investir.

Mas o que me fez mesmo desembolsar alguns 30 reais por Life foi a cover de Sabbath Bloody Sabbath. Na época, já tinha ouvido algumas canções do Black Sabbath graças as fitas K7s que peguei emprestado de um grande amigo meu. Para quem me conhece, sabe que eu não sou grande apreciador de heavy metal, mas gosto do Sabbath. Gosto porque algumas músicas remetem a uma sonoridade de rock 'n' roll tradicional, com menos exageros nos solos de guitarra – sem grande virtuosismo, tão comum em bandas desse gênero. Paranoid por exemplo me faz lembrar Born To Be Wild do Steppenwolf e quando ouço Iron Man inconscientemente vem a minha memória Wild Thing do Troggs. Mas Sabbath Bloody Sabbath é único. Seu peso, sua letra e a voz de Ozzy Osbourne fazem desta canção, em minha opinião, a melhor dentre todas as composições do Sabbath.


Ouvir Cardigans para um fã de Sabbath é quase um sacrilégio. Mas após ouvir esta cover, talvez qualquer preconceito entre ambas as partes poderão ser destruídas. Foi com criatividade, arranjo meio bossa nova somado a delicada voz de Nina Persson, que Sabbath Bloody Sabbath versão Cardigans se tornou deliciosamente pop...

Persiolino

5 comentários:

  1. Olha, essa eu tenho de confessar que não gostei muito não. Acho que a cara meio bossa-nova não combinou. Embora ache que no final com a levada funkeada tenha ficado um pouco melhor.

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  2. É...a versão dos Cardigans é beemmmmm diferente da original. Mas gosto é gosto...
    Eu gostei, acho que os Cardingans deu uma certa inocencia a versão do Sabbath...

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  3. Absolute bollocks! And I mean rubbish.

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