0141 - Toys In The Attic - R.E.M. [1985]

Têm gente contando os dias que faltam para 29 de Maio de 2010, data em que acontecerá o único show da turnê Cocked, Locked, Ready To Rock! da banda norte-americana Aerosmith em terras brasileiras. Eu não sou um destes. Gosto da banda, mas não sou fã.

Para os que possuem a mesma idade que a minha, com certeza lembram-se do Aerosmith devido aos hits dos álbuns Pump (1989) e Get A Grip (1993). Aposto que muitos garotos ficavam bobos ao ver a dupla Alicia Silverstone e Liv Tyler em ação nos videoclipes de Amazing ou Crazy, que passava praticamente de hora em hora na MTV Brasil no começo da década de 90. Talvez venha daí minha admiração pela banda - ahhh, devo mencionar também que tenho em casa a coletânea Big Ones em CD (adquirido numa liquidação do Mappin na loja da Praça Ramos). Mas a tal admiração pela banda pára por aí...

Apesar do enorme sucesso de Get A Grip e Pump, eu não sabia que o disco mais vendido da carreira do Aerosmith não é nenhum desses, e sim, Toys In The Attic. Lançado em 1975, este disco alcançou nada mais nada menos que 8 milhões de cópias vendidas só nos EUA segundo dados da RIAA. Entretanto, muito antes de se tornarem famosos para a “Geração MTV”(e eu me incluo nessa), a banda formada pelo então baterista Steve Tyler e o guitarrista Joe Perry, tinham suas convicções musicais embasadas no som produzido por Rolling Stones e New York Dolls. O resultado desta influência foi logo percebido nos primeiros trabalhos: um som calcado no hard rock, composições mais "ácidas" e menos sentimentais, como na canção Toys In The Attic presente no disco de mesmo nome.


Mas diferentemente do que aconteceu com o Aerosmith, para o R.E.M. o sucesso e o reconhecimento do grande público só vieram mesmo quando a banda promoveu o encontro do rock com o pop new wave, do tipo B-52’s, exitosamente concebido para o disco Out Of Time de 1991. A mesma “Geração MTV” que gostava das baladas do Aerosmith, era praticamente a mesma que também adorava os sucessos Losing My Religion e Shinny Happy People (Michael Stipe chegou a afirmar numa entrevista que só percebeu o impacto de Out Of Time quando perdeu a tranquilidade de passear por Nova York sem ser reconhecido...).

Mas a banda de Stipe, Peter Buck, Mike Mills e (do ex-baterista) Bill Berry "antes-Out Of Time", mais precisamente de meados da década de 80, não era tão famosa. E no som, nem parece a mesma banda que compôs Everybody Hurts. O R.E.M. punk rock garageiro registrado nos primeiros discos, como em Murmur, Reckoning ou Life Rich Pageant, é o que dá o tom nesta cover de Toys In The Attic de 1985 - posteriormente lançado na coletânea de lados B e covers Dead Letter Office de 1987.

Apesar do jeito sexo, drogas e rock'n'roll na interpretação original de Toys In The Attic, a cover do R.E.M. é para mim mais apropriada pela agressividade no som e pelo frenesi empregado por Michael Stipe ao incorporar literalmente o refrão desta canção - que traduzido para o português seria algo como: isto é loucura...

Persiolino

4 comentários:

  1. essa eu não conhecia nem a cover muito menos a original rsrs
    mas gostei ;)

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  2. curti muito.
    Toys In The Attic é foda pra carai....
    Música da melhor época da banda

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  3. Boa cover!
    PS.: O Steven Tyler não parece uma cigana nesse video?

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  4. olhem esse cover do aerosmith, ficou show >>> https://www.youtube.com/watch?v=zXQU-rLR3FA

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