0268 - Last Kiss - Pearl Jam [1998]

Em 1961, um rapaz que morava perto de uma rodovia norte-americana se "inspirou" nos acidentes que ali ocorriam para compor um grande sucesso, na voz dele e de outros artistas. A música em questão é conhecida como uma das famosas teen tragedy songs.

Last Kiss foi composta e gravada em 1961 por Wayne Cochran, nascido na Geórgia, EUA, em 1939. Engraçado notar que a biografia dele no site da Wikipedia é muito pobre e há mais informações sobre o cantor quando você faz sua pesquisa pela música aqui em questão.  Como, por exemplo, que Last Kiss não saiu com os créditos para todos os compositores: além de Cochran, a canção foi composta por Joe Carpenter, Randall Hoyal e Bobby McGlon.

Quando gravaram pela primeira vez, na Universidade da Geórgia, o selo Gala apenas colocou nas bolachinhas (compactos simples) o nome de Wayne. Os outros compositores, que formavam o Wayne Cochran And The C.C. Riders, nunca pediram os créditos e Wayne também nunca pediu para consertarem... e ganha até hoje todos os créditos pela composição.

Ele também ficou conhecido, mais tarde, como The White Knight Of Soul. É só você dar uma olhadinha aqui pra entender (cover de Mr. Sex Machine, James Brown?).


Last Kiss só veio mesmo a fazer grande sucesso em 1964, na versão de J. Frank Wilson And The Cavaliers, e chegou a número 2 da Billboard em outubro do mesmo ano. Percebam que a versão de J. Frank Wilson já é mais "lentinha"... mais no estilo da próxima parada desta postagem.


O Pearl Jam completou 20 anos em 2011. Já contei minha vida grunge aqui e como me apaixonei de primeira pela banda que se não fosse a dona "Pérola" e sua geléia, talvez Eddie Vedder continuaria sendo frentista (não, não com o talento dele... e nunca eu acharia mesmo um frentista assim...).

Em 1998, Eddie Vedder conversa com a banda e resolvem tocar nos show na turnê do mesmo ano essa música, como presente de Natal, lançam um single da canção, para o fã clube.

Em 1999 a música participa do CD Sem Fronteiras, todo o dinheiro do CD foi revertido para as vítimas da guerra no Kossovo. A música fez muito sucesso com a banda e, como já contei por aqui em alguma postagem, era uma ouvinte da 89 FM de São Paulo que amava tanto essa canção que consegui participar de um programa que você escolhia três músicas e se tocasse sua programação na rádio, você ganharia o CD que escolhesse. Dito e feito (postagem do dia 5 de dezembro) : mandei Pearl Jam e ganhei o Sem Fronteiras que ainda tinha Oasis, Ben Folds Five e outra do Pearl Jam: Soldier Of Love (cover para uma próxima postagem).

Em 2005, finalmente consegui assistí-los no Pacaembu (último show do estádio porque ele não pode ser um espaço democrático graças aos moradores da região... quase o show não acontece... pesquise todo o perrengue que aconteceu se não lembra ou é muito jovem pra lembrar..). Assisti com uma prima minha que participa até do fã clube e choramos (ao som de Black) ouvindo grandes canções que esperamos anos para ouví-las durante, no meu caso, quase 15 anos. E lá estava Last Kiss, no show de sexta:


Não estive no show desse ano da banda, infelizmente, estava muito longe de Sampa, mas eu não tenho a mínima dúvida de que deva ter sido um show tão lindo, vibrante, emocionante como o de 2005.

Menina Enciclopédia

2 comentários:

  1. Só conhecia a versão do Pearl Jam.

    Para falar a verdade, nem sabia que era uma versão.

    Vivendo e aprendendo...

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  2. Eu tenho esse CD e gosto muito. A cover do PJ, nem preciso dizer, marcou minha adolescência.

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