Trash Covers - Loredana Berté - Jazz

A sina de algumas canções é se tornarem um grande sucesso por meio de covers. Outras tantas, de tão boas, deveriam ter suas versões originais preservadas para sempre, dirimindo a chance de outro artista tentar regravá-la e sem querer estraga-la. Por exemplo, muitas músicas do grande Djavan deveriam ser “guardadas a sete chaves”, pois suas interpretações são praticamente definitivas em minha opinião.

Aliás, falando em sina, posso estar enganado, mas as das músicas do Djavan talvez sejam se tornarem as mais tocadas por músicos de barzinho de todo o Brasil. Não que isto seja ruim. Pelo contrário, é com certeza um grande reconhecimento ao artista e da qualidade de suas músicas. Mas bem que alguns destes benditos músicos de bar poderiam alterar o repertório de vez e quando e não só tocar as músicas mais “manjadas” do repertório desse artista maceioense

Bom, sem mais rodeios, aqui na sessão Trash Covers sempre encontramos coisas bem “toscas” no mundo dos covers; músicas em que a versão original é maravilhosa, mas a regravação, “ai que desastre!” parafraseando Narcisa Tamborindeguy.  

Infelizmente, pelo fato das músicas do Djavan terem alcançado um imenso sucesso, vez ou outra elas acabam sendo desastradamente regravadas por outros artistas. E não são somente artistas brasileiros, artistas de outros lugares do mundo também acabam regravando seus sucessos, como foi o caso da canção Sina. Para quem não se lembra, Sina foi lançada originalmente em 1982 no álbum Luz, quinto trabalho da discografia de Djavan.


Em 1991, o cantor e compositor baiano Gilberto Gil regravou esta canção e a lançou no disco Parabolicamará. O refrão deste cover do Gil foi utilizada como tema de abertura da saudosa série de TV lançada em 1994 na TV Cultura chamada Confissões de Adolescente


Mas bem antes de Gil regravar Sina, em 1983, um ano após o seu lançamento original, uma cantora italiana nascida na Bolonha chamada Loredana Berté gravou um disco intitulado Jazz. Neste disco, Loredana gravou uma versão para o italiano da música Sina. Essa versão criada pelo cantor, compositor e multi-instrumentista italiano Ivano Fossati e recebeu o título de Jazz – que de quebra acabou batizando o disco de Loredana.

Eu não compreendo o italiano como nossa colaboradora Menina Enciclopédia, porém andei pesquisando (e usando o Google Translator) e percebi que a letra adaptada para o idioma da terra da bota não está tão distante de seu significado em português – onde foi possível é claro. Mas, infelizmente, esta música em italiano ou em qualquer outro idioma não ficaria boa de jeito algum devido as suas metáforas e jogo de palavras. E pra piorar, o vídeo clipe gravado por Loredana para um programa da RAI, isto sim merece um “ai que desastre”. Pare e assista (se for capaz). A gravação de 1988 é bem sinistra (e brega). Ela mostra Loredana vestida como se fosse uma vampira, com ares bem diabólicos. Existem momentos em que ela me faz lembrar da Mulher Gato do Batman - só que bem mais brega. Como uma coisa leva a outra, este vídeo me fez lembrar em muito de outro hit Trash Cover já publicado aqui da música Don’t Let The Sun Goes Down On Me gravada pela cantora vampiresca Natasha, personagem da atriz Claudia Ohana na novela Vamp da Rede Globo. 

Será que Claudia Ohana se inspirou na cantora Loredana Berté para compor seu personagem? A resposta para esta questão nunca teremos, mas é fato que a sina de Sina na Itália foi se transformar num vídeo clipe bem trash.


Persiolino

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