0393 - My Love, My Life - John Grant & Villagers [2013]


O ABBA é um grupo que dispensa apresentações. Formado em 1972 em Estocolmo, na Suécia, o quarteto lançou oito álbuns de estúdio ao longo de 11 anos de carreira. Formado por Agnetha, Benny, Björn e Anni-Frid, ficou mundialmente famoso com hits como Dancing Queen, Waterloo e Mamma Mia - que já ganhou uma releitura da banda indie pop Miniature Tigers, comentada aqui no 1001 Covers. 

A balada My Love, My Life foi gravada para o álbum Arrival, de 1976. A faixa vem logo depois da contagiante Dancing Queen. Ou seja: quem era acostumado a ouvir todas as músicas na ordem - algo que era bem mais comum de ser feito na época do vinil -, sentia bastante a diferença entre as canções. Porém, ao contrário de Dancing Queen, My Love, My Life não se tornou single. Mas sua beleza melancólica perdura até os dias de hoje, sendo bastante difícil não admirar a bela interpretação de Agnetha.


Embora seja uma música extremamente feminina (afinal, parece impossível desvinculá-la do vocal de Agnetha), My Love, My Life ganhou uma cover digníssima de John Grant e o grupo irlandês Villagers. Se você ainda não conhece John Grant - eu mesma só fui conhecê-lo há alguns dias, graças a uma de seus músicas presente na trilha sonora de The Skeleton Twins -, talvez esteja perdendo um grande artista.

Nascido em 1968 no estado do Colorado, nos Estados Unidos, o músico folk fez parte da banda The Czars, mas só despontou mesmo após abandonar o grupo e seguir carreira solo. Seu primeiro álbum, The Queen of Denmark, de 2010, foi escolhido pela revista Mojo o melhor daquele ano. O trabalho seguinte, Pale Green Ghosts também foi muito bem recebido pela crítica, tendo sido lançado, logo em seguida, um EP intitulado John Grant Gets Schooled, do qual a versão de My Love, My Life faz parte.

O EP contém cinco faixas, cada uma delas com uma participação especial: Sinéad O'Connor, Beth Orton, Damien Dempsey, Villagers e Conor O'Brien (que faz parte do Villagers). A cover do Abba conta com uma interpretação poderosa de Grant, e a música cresce conforme ele interpreta os versos e chega ao refrão acompanhado de sintetizador, teclado e backing vocals. As batidas ocupam a segunda parte, que prepara para um final épico, mas sem exagero algum. Enfim, é uma pequena joia no mundo das covers.


Anômima

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