Cover Playlist - 6 versões não lusófonas de Charlie Brown de Benito Di Paula

Prepare-se para uma overdose de Charlie Brown. Mas não daquele personagem famoso criado por Charles M. Schulz em 1950. E sim da música do grande sambista Benito Di Paula. É meu amigo, se você quiser vamos te mostrar versões “não lusófonas” deste grande sucesso de Benito. Continue a ler este post e verás...

Porém, antes, é preciso dizer que Benito Di Paula, nascido Uday Vellozzo, é natural de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, mas “estourou” artisticamente em São Paulo. Pianista, cantor e compositor, que se auto intitula como sendo “sambeiro” e não sambista, com quase 60 anos de carreira, 35 discos gravados e mais de 50 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, Benito Di Paula conseguiu ser um dos mais bem-sucedidos artistas tanto aqui e como fora do Brasil. Ou seja, Benito é o cara! (Ou ele é o amigo do cara?).

Um de seus primeiros grandes sucessos foi a música Retalhos de Cetim, lançada em 1973 – que em muito em breve faremos um post específico. Mas o sucesso que o levou a ter uma grande projeção nacional e internacional veio mesmo em 1975 com a canção Charlie Brown. Eis aqui a história de como nasceu esta canção, contada pelo próprio Benito em entrevista dada ao site Ego em 2009: “Fiz a música na época em que eu morava em uma pensão de italianos, e eles liam a revistinha em quadrinho e riam à beça. Um dia, pedi para traduzirem para mim, eles traduziram e aquilo me deu a ideia de montar uma história como se o Charlie Brown estivesse chegando no Brasil e eu tivesse que apresentar o país a ele”.

Que sucesso se tornou este divertido samba. Quem nunca ouviu ou cantarolou o refrão: “Eeeee meu amigo Charlie, Eeeee meu amigo Charlie Brown...”.


Talvez a simplicidade da letra, o bom humor e com um refrão muitíssimo pegajoso fez deste "samba-jóia" um sucesso no Brasil e em vários cantos do planeta, principalmente na Europa. Pesquisando muito na internet – principalmente no Google e no site Discogs – elaboramos uma playlist estilo “Eurocopa” contendo seis versões de diversos cantos do velho continente. Aqui começa a overdose de Charlie Brown:

01 – Charlie Brown – Two Man Sound [1975] – País: Bélgica
Acreditamos que a “febre” Charlie Brown na Europa começou com este grupo belga, o Two Man Sound. Apesar de “Two”, era um trio, sempre fazendo músicas bem-humoradas, misturando samba e outros ritmos latinos com disco music bem no auge das discotecas no mundo inteiro. E o mais engraçado de tudo é eles cantando em um português quase indefectível.


02 – Amigo Charly Brown – Benny [1975] – País: Alemanha
Esta é a primeira adaptação da música de Benito para um outro idioma. A adaptação em alemão foi feita pelo compositor austríaco Fred Jay e a interpretação ficou a cargo do cantor alemão Benny.


03 – Mijn Hoempapa – Ton Van Kluyve [1975] – País: Holanda
Classificado com uma versão paródia, esta adaptação para o holandês foi gravada em 1975 pelo cantor Ton Van Kluyve e a tradução literal do título seria algo como “Oie Meu Papai”. Queria muito obter a tradução desta adaptação!


04 – Charlie Brown – Birgitta Wollgård & Salut [1976] – País: Suécia
A cantora sueca Birgitta Wollgård e o seu grupo Birgitta Wollgård & Salut gravou uma versão de Charlie Brown no idioma sueco em 1976, lançado como single, e um ano depois, lançado no LP Kurragömmalek. A adaptação ficou a cargo do compositor sueco Bo "Bosse" Carlgren.


05 – Κρίμα Παληόφιλε (Charlie Βrown) - Lakis Giordanelli [1976] – País: Grécia
Lançado em seu disco homônimo número 2, Lakis Giordanelli gravou uma versão em grego de Charlie Brown. Quase não encontramos muitas informações sobre este artista e sua cover (também, em grego ninguém entende né?).


06 – Sõber Charlie Brown – Vello Orumets & Laine [1976] – País: Estônia
Quem diria que até em estoniano o samba de Benito foi gravado A adaptação feita em 1976, ainda sob jurisdição Soviética, ficou a cargo do compositor estoniano Heldur Karmo e interpretação foi feita pela dupla Vello Orumets & Laine.


Persiolino

Um comentário:

Comente aqui!!!