Muita gente faz cover do ABBA, muitos os acham breguíssimos...

Há uma infinidade de covers deles, mas eu considero esse álbum o mais inusitado e que merece ter um espaço aqui. Um dia, estava eu na casa de um casal de amigos num aniversário. Até aí, normal. Amigos que gostam de heavy metal, death metal, punk rock muita gente tem. E o melhor de ir num churrasco de amigos com este gosto musical é não ouvir pagode, axé e afins do fim do mundo...

Entre uma música e outra que colocaram (Alice Cooper, AC/DC, The Beatles - por que não? -, Therion, Halloween, At Vance, etc.) aparece uma coisa extremamente surpreendente e é engraçadíssimo: ABBA em versões metal. A experiência foi divertida. A coletânea A Tribute to ABBA foi lançado em 2001 na Alemanha, só com bandas de heavy metal e punk rock. No Japão o álbum saiu com o nome de ABBA Metal: A Tribute to ABBA.

Tracklist:
01. Summer Night City - Therion
02. Thank You for the Music - Metalium
03. Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight) - Sinergy
04. Money, Money, Money - At Vance
05. Voulez-Vous - Morgana Lefay
06. SOS - Paradox
07. Take a Chance on Me - Rough Silk (with Anke Hansen)
08. Chiquitita - Spiral Tower
09. Eagle - Sargant Fury
10. One of Us - Flowing Tears
11. Waterloo - Nation
12. Super Trouper - Custard
13. Knowing Me, Knowing You - Tad Morose
14. Dancing Queen - Glow
bonus tracks:
15. Lay All Your Love on Me - Halloween
16. The Winner Takes It All - At Vance

Ouçam e me digam se não vale a pena para "abrir a mente"!


Aproveito para indicar também a playlist com 10 covers heavy-metal melódico de sucessos do ABBA no perfil do 1001 Covers no Spotify. Confira!

Cover Records - ABBA Metal: A Tribute To ABBA - Vários Artistas [2001]

Em tempos de pandemia e sem Carnaval, passar batido e ficar sem música seria algo muito atroz. Contrariando Jorge Ben Jor que disse certa vez que “todo mês de fevereiro, fevereiro, tem Carnaval, tem Carnaval”, neste fevereiro de 2021 ficamos sem a tradicional festa popular brasileira. Apesar disso, não deixaremos e colocar o nosso bloco É do Brazil na "rua" para festejar os 41 anos de uma das músicas mais celebradas da rainha do rock brasileiro Rita Lee.

Lançado no disco de 1980 intitulado Rita Lee, a música Lança Perfume foi o principal sucesso daquele disco, onde quase todas as suas faixas foram sucessos radiofônicos.

Comercializada também como single no continente europeu, Japão e nos EUA – onde ficou por duas semanas seguidas na 70ª posição no chart Dance Club Songs da Billboard – Lança Perfume acabou se tornando o segundo nome do oitavo trabalho de estúdio de Rita Lee, dado seu estrondoso sucesso. Além estourar por todo o Brasil, suas várias adaptações para diversos idiomas fizeram um verdadeiro Carnaval mundo afora...

01 - Question de Choix - Herni Salvador [1981]
O single de Lança Perfume vendeu até hoje mais de 200 mil cópias só na França, onde permaneceu por vários meses no topo das paradas durante o ano de 1981. Até por isto, uma das primeiras adaptações de Lança Perfume para um outro idioma foi justamente para o francês, feita pela compositora Sarah Touati interpretada pelo cantor Henri Salvador. A adaptação foi intitulada Question de Choix (literalmente Questão de Escolha) e fala de um rapaz que se sente traído por suas namoradas e desiludido com o amor – uma temática totalmente distinta da música original, que fala de sexo de forma simples e gostosa de se ouvir, relembrando os carnavais com lança perfume de outrora


02 - Baila Conmigo - Miami Sound Machine [1981]
Também de 1981 é a adaptação Baila Conmigo, uma versão em espanhol de Lança Perfume feita pela compositora e cantora Gloria Estefan - não confundir com a música Baila Comigo da Rita Lee. Nesta época, Gloria era uma das vocalistas do grupo latino norte-americano Miami Sound Machine (MSM). Em 2020, Gloria lançou o disco Brazil305, o décimo quarto álbum de sua carreira solo, e deu uma entrevista para Rolling Stone falando de seu amor pela música brasileira e comentou sobre o sucesso de Baila Conmigo com o MSM e citou erroneamente que a música foi lançada em 1983 no álbum Rio. Mas pelas pesquisas que fizemos, a versão de Lança Perfume de Gloria com o MSM foi mesmo lançada em 1981 como single e fez parte do álbum Otra Vez, que obteve um enorme sucesso por toda a América Latina. 


03 - Spera, Aspetta e Spera - Raffaela Carrà [1983]
Em 1983 a cantora, atriz e apresentadora Raffaela Carrà nascida em Bolonha na Itália lançou a música Spera, Aspetta e Spera (literalmente Espere, Espere, Espere), uma adaptação para o italiano de Lança Perfume feita pelo compositor e cantor Cristiano Malgioglio. Lançada no disco Fatalità, que também contava uma outra adaptação de música brasileira para o italiano chamada Innamorata, originalmente conhecida como Cama e Mesa, grande sucesso de Roberto e Erasmo Carlos; Spera, Aspetta e Spera também foi lançada como lado B do single Que Dolor lançado em 1984 por Raffaela, que acabou alcançando a 21ª posição das paradas de sucesso italianas. 


04 - לילה של בושם - Yael Levy [1984]
A cantora israelense Yael Levy gravou em 1984 uma adaptação para o hebraico de Lança Perfume. Com o título que pode ser traduzido como Uma Noite de Perfume – título original לילה של בושם – ela foi colocada como faixa de abertura do disco Love Toy, que obteve sucesso da crítica musical israelense, porém não obteve a mesma aclamação por parte do público. Uma adaptação bem interessante que mostra que não existem fronteiras para uma boa música, seja qual seja o idioma em que ela é cantada. Que festa!


Cover Playlist - Lança Perfume de Rita Lee em hebraico e em outros 3 idiomas

Em 2005 a Disney lançou Sky High (aqui, Super Escola de Heróis), um filme irresistivelmente sessão da tarde, ao qual já assisti pelo menos uma dúzia de vezes. Trata-se de uma ficção na qual filhos de super heróis frequentam uma high school, bem ao estilo americano, que só não é mais tradicional porque flutua acima das nuvens, e muda de local todos os dias, para evitar ataques de vilões. 

Nessa escola os alunos desenvolvem seus potenciais e tem aulas do tipo ciência maluca ou de auxílio ao herói (no caso daqueles, desgraçadamente, classificados como ajudantes). O protagonista é Will Stronghold, filho dos dois maiores heróis do planeta, que esconde o fato de que, pelo menos até o primeiro dia de aula, seus poderes ainda não apareceram, se é que um dia viriam a se desenvolver.

É simples, até mesmo um pouco bobo talvez, mas recomendo fortemente àqueles que apenas querem 90 minutos de uma boa diversão, e não tenham vergonha de admitir isso. Enfim, o que traz esse filme até aqui é o fato de que sua trilha sonora é toda formada por covers de sucessos dos anos 80, ou seja, de uma época em que a maior parte do elenco ainda nem tinha nascido.

Não são regravações especialmente corajosas, e não esperam muito além de reverência às versões originais, mas são covers decentes e uma boa homenagem, embora parte seja estranha ao público brasileiro. Fico curioso em saber porque o diretor (felizmente) escolheu esse caminho, em vez de optar por sucessos adolescentes recentes.

Infelizmente, até onde sabemos, o CD não foi lançado aqui no Brasil (o meu, comprei na Amazon), então aí vai a lista:

01. "I Melt With You" – Bowling For Soup (versão original: Modern English)
02."Through Being Cool" – They Might Be Giants (versão original: Devo)
03. "Save It For Later" – Flashlight Brown (versão original: The Beat)
04. "Everybody Wants To Rule The World" – Christian Burns (versão original: Tears For Fears)
05. "One Thing Leads To Another" – Steven Strait (versão original: The Fixx)
06. "Lies" – The Click Five (versão original: Thompson Twins)
07. "Voices Carry" – Vitamin C (versão original: 'Til Tuesday)
08. "Please, Please, Please Let Me Get What I Want" – Elefant (versão original: The Smiths)
09. "True" – Cary Brothers (versão original: Spandau Ballet)
10. "Just What I Needed" – Caleigh Peters (versão original: The Cars)
11. "Can't Stop The World" – Ginger Sling (versão original: The Go-Go's)
12. "And She Was" – Keaton Simons (versão original: Talking Heads)
13. "Twist And Crawl" – Skindred (versão original: The Beat)

Para não ficarmos a ver navios, criamos uma playlist no perfil do 1001 Covers no Spotify com as mesmas músicas, porém com outros artistas covers, já que os covers da trilha da Disney não foram liberados no Brasil. A única faixa da playlist que não encontramos uma versão foi da música "Can't Stop The World" e por isto deixamos a original do grupo The Go-Go's. Confira:


Cover Records - Sky High Super Escola de Heróis - Vários Artistas [2005]

Muitas vezes costumamos a dar mais valor para as músicas de artistas internacionais do que para as músicas do nosso país. Outras vezes, a falta de valorização da música brasileira se dá pela própria falta de cuidado com o nosso patrimônio cultural.

Quando se pensa na influência da música brasileira pelo mundo, na maioria das vezes pensamos no samba e na bossa nossa, que são realmente nosso cartão de visita. Mas a música brasileira foi, e continua sendo respeitada, por muitos artistas “gringos” dos mais variados estilos. Até por isto, além da Garota de Ipanema ou de versões sucessos de Jorge Ben Jor, a música brasileira atravessou diversas fronteiras e encontramos adaptações para diversos idiomas e diferentes estilos musicais.

Para relembrar essas adaptações e sair do senso comum que versões internacionais de músicas brasileiras são sempre bossas novas é que criamos o tópico É do Brazil no 1001 Covers.

Muito mais do que tentar surpreender os nossos leitores e diverti-los, tentamos resgatar parte da memória da música brasileira através destas versões internacionais. Ao longo dos últimos anos publicamos aqui algumas dessas pérolas:


Versões Internacionais de Músicas Brasileiras

Da nossa listinha de 40 Melhores Covers de 2020, encontramos 27 delas no Spotify. Agora, além de você pode ler a nossas resenhas e ver os vídeos das 40 melhores covers de 2020 aqui no blog, você poderá também levar 27 delas para ouvir onde você quiser, dentro de casa, dentro do carro, ou naquela caminhada de leve com distanciamento social apenas acessando a playlist "Melhores Covers de 2020 - Top 27" no Spotify. 

Para acessar, clicar no link da playlist logo abaixo. E aproveite para seguir o perfil do 1001 Covers no Spotify onde você irá encontrar outras playlists de covers que sempre estamos selecionamos com muito carinho para todas as pessoas.


Melhores Covers de 2020 - Top 27 @ Spotify

O ano de 2020 ficará marcado na história da humanidade como um ano em que a Terra praticamente parou. Foi o ano do isolamento social, da máscara e, no caso da música, das Lives. Foi o ano em que o ser humano voltou a repensar sobre o sentido da vida. Foi o ano de perceber a rapidez e a vulnerabilidade da vida terrena. 

Em meio a essa sensação de que estamos desprotegidos, a música se tornou uma grande aliada e trazendo inspiração e esperança na vida das pessoas. A música nesta pandemia alegrou e, de certa forma, salvou a nossas vidas. Artistas reclusos em suas casas ajudaram a confortar as pessoas. Novas colaborações entre artistas nasceram. Artistas desconhecidos surgiram em suas sacadas para alegrar os seus próximos. E nas manifestações para o fim da discriminação racial, a música inspirou aqueles manifestantes que pediam por justiça. 

Em todos esses momentos, as covers exerceram um papel fundamental para relembrar músicas significativas que nos trazem força e alentam nossa alma e o nosso coração. E é por isto que com muita alegria que preparamos esta seleção de 40 covers que ouvimos em 2020. Não podíamos deixar de fazê-la para rememorar esses sublimes momentos e compartilha-los aqui. Esperamos que gostem!  – Equipe 1001 Covers
   

Melhores Covers de 2020 - Top 40

Katie Webster
estaria com 84 anos se estive entre nós. Uma das maiores pianistas de sua geração, reconhecidamente uma das mais talentosas pianistas de blues e boogie-woogie. Sua voz poderosa também era um outro ponto que impressionava. Além disto, também escrevia suas canções. Contudo, apesar de ser uma artista completa, foi talvez uma das artistas menos reconhecidas pela grande mídia. Até por isto este Top Covers será diferente. Quase sempre nos posts deste tópico contamos sobre a história da música original e depois contamos sobre a história da cover. Mas desta vez será diferente pois é uma singela homenagem a essa grande mulher e artista da música.

Pois não é exagero dizer que no blues Katie Webster está para o piano assim como B. B. King está para a guitarra. Não sou especialista (e muito menos tenho tal pretensão), mas tudo que pude pesquisar sobre a “rainha do Swamp Boogie” confirmam este título e atesta sua genialidade. Desde criança Katie aprendeu a tocar piano Seus pais eram muito religiosos e apenas queriam que ela tocasse músicas gospels e clássicas. Quando seus pais saiam de casa, eles trancavam o piano num quarto para que Katie não tocasse outros tipos de músicas ao piano. Como muitas crianças da época, ela ouvia rádio sob as cobertas à noite. Foi nesta época que Katie acabou tomando gosto pelo blues, R&B e jazz. Quando os seus pais se mudaram para a Califórnia, ela, já adolescente, foi morar com os tios na Louisiana. Katie tinha se mudado para o local certo. Com os tios mais tranquilos, ela pode fazer o que realmente gostava. Foi nessa época que Katie Webster se tornou uma das pianistas mais requisitadas pelas gravadoras da região de Louisiana e chegou a gravar mais de 500 singles durante as décadas de 1950 e 1960. Em 1959 ela participou das gravações da música Sea of Love, grande sucesso de Phil Phillips, sendo responsável pelos teclados que ouvimos na versão original.

Em 1964, o jovem Otis Redding conheceu Katie Webster quando ela se apresentava com a sua banda The Uptighters em Lake Charles, Louisiana. Redding impressionado com a jovem Katie logo pediu para que ela se juntasse ao seu grupo. Katie aceitou e durante anos excursionou com a banda de Otis Redding onde foi a pianista principal. 

Em 1967, Katie ficou grávida e não excursionou mais com Otis Redding. Felizmente ela não estava no voo fatal que tirou a vida de Otis Redding. Após o acidente, Katie ficou muito chateada e deu um tempo em sua carreira para cuidar da filha e posteriormente de seus pais.

Ainda na década de 1970, Webster gravou novamente em Louisiana para o selo Shuler Goldband antes de se mudar para Oakland, Califórnia, para cuidar de seus pais. Naquela altura, ela já tinha uma certa reputação entre os colecionadores de discos na Europa, e em 1982 esse pequeno aumento de interesse a levou à Europa para tocar no circuito de festivais. Durante as décadas de 80 e 90, ela retornou muitas vezes para a Europa, como solo ou ocasionalmente juntamente com um grupo Stars of Boogie Woogie.
Em dezembro de 1997 Katie Webster se apresentou no palco do Bourbon Street em São Paulo e mereceu uma nota curta da Folha de São Paulo para divulgação de seus shows. Uma pena para nós brasileiros que perdemos a oportunidade de ver ao vivo uma das maiores artistas do blues de todos os tempos. Em 1999 após excursionar pela Europa, Katie sofreu um ataque cardíaco e infelizmente veio a falecer.

Entre os fãs de Katie Webster estão Cyndi Lauper e Bonnie Raitt. Bonnie, que fez uma aparição especial no álbum de 1988 de Katie Webster, The Swamp Boogie Queen, e disse numa ocasião: "Katie Webster é a voz do século." Uma justa afirmação. Uma voz reconhecida tardiamente em sua carreira, mas uma também uma capacidade e talento enorme para tocar seu piano e colocar toda sua alma em interpretações inesquecíveis.

Inesquecíveis como a cover de Katie Webster para So Far Away que dispensa maiores detalhes por se tratar de um dos grandes hits da década de 1980 da banda Dire Straits. Essa interpretação cheia de estilo, com um arranjo calcado no blues, bem diferente da versão original é realmente inesquecível, porém esquecida por muitos. 

Quando vejo listas de melhores covers invariavelmente aparecessem as de sempre, como a versão de Hurt de Johnny Cash ou mesmo a Twisted and Shout dos Beatles. E sempre em listas deste tipo sempre existe o risco de deixar de fora uma ou outra versão. Mas em nenhuma dessas listas vi alguém comentar sobre essa cover para So Far Away feita por Katie Webster. Nem somente por esta cover maravilhosa, mas por tudo que ela fez e representou para música negra dos EUA é uma pena que a rainha do Swamp Boogie não tenha tido um reconhecimento maior.


0478 - So Far Away - Katie Webster [1989]

O 1001 Covers está presente também no Spotify. No perfil do 1001 Covers na seção Playlist Públicas você terá a disposição as playlists "10 Covers", sempre trazendo 10 versões gravadas por diversos artistas para relembrarmos de um artista ou uma banda. É uma forma diferente ouvir as músicas de seus artistas preferidos em arranjos e vozes bem diferentes das versões originais que conhecemos. 

Já temos playlists de bandas como por exemplo Foo Fighters Echo & The Bunnymen, do cantor e compositor Otis Redding e Neil Diamond, mas também conseguimos selecionar covers de músicas de bandas como Lemonheads e Yo La Tengo, que normalmente fazem suas covers, mas desta vez fizemos o contrário e selecionamos covers no Spotify de músicas destes artistas.

Confira então as playlists 10 Covers que já fizemos até agora na tabelinha abaixo:

Cover Playlist - 10 Covers @ Spotify

Em 14 de dezembro de 1979 chegava as lojas de discos britânicas o excelente London Calling, terceiro álbum de estúdio do The Clash. Quarenta e um anos depois de seu lançamento, não é exagero dizer que London Calling é o mais importante disco da carreira do Clash, que soa atual até nos dias de hoje. Sua importância não se resume apenas a verve musical criativa do grupo formado por Joe Strummer, Mick Jones, Paul Simonon e Topper Headon. Ele é sobretudo um trabalho artístico que realmente com letras politicamente relevantes, que traduzia bem as angústias da juventude da época em relação as questões econômicas, sociais, sobre o racismo, consumismo, drogas, desemprego, guerras, em músicas marcantes e atemporais.

Cover Playlist - 41 anos de London Calling do The Clash

O Lista Minha tem o prazer de trazer hoje a seleção feita por Camila Machado, amiga de longa data, aniversariante de semana que passou. O Lista Minha é todo seu Camila...

Me chamo Camila. Sou gaúcha, pós-graduada na área de Administração, estou na fase dos 30 e trabalho na indústria. Uma descrição nada emocionante, eu concordo! Sou bem caxias, mas também curto algumas coisas que podem ser bem legais se você topar, como gatos, crianças, exposições de arte, livros de filosofia e distopia, vegetarianismo, cinema e... música, muita música! Encerrei 2019 com duas metas claras (além do clichê “vida saudável”, é claro!): me tornar leitora assídua de Nietzsche e diversificar a playlist. De fato, as duas coisas têm forte conexão entre si, já que o sábio Nietzsche é certeiro ao anunciar que “sem música a vida seria um erro”. Comecei curtindo Mara Maravilha e Xuxa, mas a vida muda, vamos adquirindo novos gostos e nos tornando mais ecléticos, algo que fica muito claro em minha lista de covers. Espero que curtam!

Lista Minha - Camila Machado

“Burummm bump mais que nervoso estou, Burummm bump sou neurastênico (…)”

Essa letra onomatopeica pertence a canção Neurastênico, sucesso absoluto no Brasil durante os anos 1950 e 1960. Se você tem seus 30, 40 ou 50 anos com certeza já a ouviu em outras músicas ou em jingle de comercial antigo de TV sem saber exatamente sobre sua verdadeira origem.

No meu caso, ouvi-la pela primeira vez nos idos de 1996 por intermédio do hit Ônibusfobia do Jota Quest. A banda mineira não fez exatamente uma cover de Neurastênico, mas sim se utilizou de um trecho daquela composição para fazer a letra de Ônibusfobia.


Mal sabia nessa época que esse trecho era de outra música. Só vim a perceber que Neurastênico era uma música com “vida própria” quando a ouvi pela primeira vez há uns 6 meses através da gravação feita pelo grupo vocal Os Cariocas. Inusitadamente a conheci por meio de um grupo numa rede social, numa postagem que mostrava um comercial antigo de TV do início dos anos 2000 do enxaguatório bucal Anapyon com título “É bom é Anapyon”. Confira:


De fato, o jingle era uma clara adaptação de Neurastênico. Isto só atiçou ainda mais minha curiosidade em tentar descobrir sua origem e a história desta canção.


Pulando de site em site, me deparei com vários fatos curiosos. O primeiro deles fazem referências ao cantor Ronnie Cord, que fez uma gravação de Neurastênico no embalo do movimento Jovem Guarda em 1963 e alcançou um grande êxito na época. Até hoje muitas pessoas acham que a canção Neurastênico é uma gravação original de Ronnie Cord. 

Contudo, quando pesquisando sobre o artista no site Dicionário Cravo Albin da MPB me deparei com seguinte trecho: “Ronnie Cord iniciou sua carreira em 1960, tendo a ajuda na produção e na escolha do repertório, de seu pai, Hervê Cordovil, e sendo acompanhado por Betinho e Seu Conjunto”. Justamente neste ponto que comecei a correlacionar tudo. Ronnie Cord tinha como banda de apoio a tal Betinho e Seu Conjunto. E, não por coincidência, encontrei os créditos de Neurastênico dados aos compositores Betinho e Nazareno de Brito.

De fato, Betinho (ou Alberto Borges de Barros) era um dos autores da canção e foi o primeiro a gravar seu próprio rebento em 1954 – logo não era de se surpreender que Ronnie Cord tenha a regravado 9 anos mais tarde do lançamento original.


Outro fato curioso reside no estilo foxtrote de Neurastênico. Este ponto gerou uma certa celeuma quanto a relação desta música com a discussão sobre o tem "Primeiro Rock’n’Roll 100% Brasileiro". 

Como se sabe, o estilo foxtrote foi inicialmente escolhido (erroneamente) por algumas gravadoras norte-americanas para classificar as primeiras composições rock’n’roll. A própria gravação de Rock Around The Clock de Bill Haley and His Comets fora classificada inicialmente pela gravadora Deca como foxtrote. Além disto, Bentinho foi um dos músicos pioneiros a tocar guitarra elétrica em suas apresentações e aderir a estética rockabilly dos anos 50 e 60 aqui no país. Soma-se a isto o fato de que a música Enrolando o Rock de 1957, esta sim considerada por muitos especialistas como sendo o primeiro do rock brasileiro de fato, ser um rebento do próprio Betinho. Daí toda a confusão onde alguns sites informam erroneamente que Neurastênico foi o primeiro rock brasileiro. 

Pois bem, como não se bastasse todas esses fatos, descobrimos que Neurastênico não foi um sucesso apenas em terras brasileiras. Hoje, graças a uma base de dados enorme oferecida pela internet, descobrimos nas pesquisas que artistas de outros países também fizeram suas próprias adaptações para esta canção.

Uma das gravações mais raras é foi feita pelo duo cantante de músicas cômicas Los Casanovas. Criado em Cuba durante a década de 50 – muito provavelmente anos antes da Revolução Cubana de 1959 – a dupla formada por Alfonso Casanova e Armando Argüelles fizeram sucesso por toda América Central. O LP coletânea de maiores sucessos da dupla, intitulado Que Chabocha La Chevecha, lançado pelo selo Kubaney (não se sabe ao certo o ano deste lançamento) continha em seu lado B justamente uma adaptação para o espanhol da música Neurastênico:


Outra adaptação que ganhou destaque foi feita pela cantora argentina radicada na Espanha Elder Barber. Num EP contendo com 4 canções, lançado em 1958, em um de seus lados continha a música El Neurasténico, uma adaptação feita para idioma o espanhol, que acabou ganhando flexão do adjetivo para o feminino. Ao ouvi-la, podemos perceber que a letra adaptada é bem menos fiel a letra original em português:


Por fim, temos a interpretação da belíssima cantora e atriz norte-americana Barbara Ruick acompanhada da grande orquestra de Ray Conniff. A adaptação para o inglês ganhou o título Br-Rrr-Rr-M! (Neurastenico) e foi escrita em 1955 por Carolyn Leigh, reconhecidamente uma das maiores compositoras de musicais da Broadway de todos os tempos. Apenas para nos situarmos, além de seu trabalho em musicais, Leigh em parceria com Cy Coleman lançou um dos maiores sucessos de Frank Sinatra, The Best Is Yet To Come. Só por isto, dado o peso desse trio, Carolyn Leigh, Barbara Ruick e Ray Conniff, devemos apreciar com atenção este verdadeiro achado...


Com tantas histórias e tantos fatos curiosos e importante, é estranho que aqui no Brasil não termos uma reverência mínima aos autores da canção Neurastênico, não só para darmos os créditos corretamente a Betinho e Nazareno de Brito, mas como também admirar toda a criatividade e ousadia desta composição para a época. Mais uma vez temos que reconhecer que a música brasileira já foi um produto de exportação muito apreciado pelo mundo inteiro. É uma pena que hoje nossa música já não possua essa mesma qualidade e, pior, sua história está pouco a pouco se perdendo. 

Fontes:

Autor Desconhecido. Dados artísticos de Nazareno de Brito - Dicionário Cravo Albin Música Popular Brasileira - Disponível em: https://dicionariompb.com.br/nazareno-de-brito/dados-artisticos - acessado em 27 de Setembro de 2020 

Autor Desconhecido. Dados artísticos de Betinho - Dicionário Cravo Albin Música Popular Brasileira - Disponível em: https://dicionariompb.com.br/betinho/dados-artisticos - acessado em 27 de Setembro de 2020.

Autor Desconhecido. Dados artísticos de Ronnie Cord - Dicionário Cravo Albin Música Popular Brasileira - Disponível em: https://dicionariompb.com.br/ronnie-cord/dados-artisticos - acessado em 27 de Setembro de 2020.

Autor Desconhecido. Discografia de Ray Connif - ’S WONDERFUL! The Ray Conniff Page - Disponível em: http://mthoenicke.magix.net/public/RayConniff/CollectorsGuide/ - acessado em 28 de Setembro de 2020.

Busca por "Neurastenico" - Discogs - Disponível em: https://www.discogs.com/search/?q=neurastenico&type=all - acessado em 28 de Setembro de 2020

BARBO, Sergio. Rock: Não como nossos pais - Super Interessante - Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/rock-nao-como-nossos-pais/ - acessado em 27 de Setembro de 2020.

DOS SANTOS, Joaquim Ferreira. Neurastênico - Radio Batuta - Disponível em: https://radiobatuta.com.br/programa/neurastenico/ - acessado em 28 de Setembro de 2020.

SANTANA, João Carlos. Cronologia do Rock Nacional - Coluna Rádio CBN - Disponível em: http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/joaocarlossantana/2009/07/28/cronologia-do-rock-nacional-betinho/ - acessado em 28 de Setembro de 2020.

Cover Records - A origem e as versões da canção Neurastênico

Será que o saudoso Aldir Blanc e seus parceiros de composição João Bosco e Paulo Emílio conheceram Esperanza Spalding? A artista norte-americana, exímia contrabaixista, fã declarada da música brasileira, bem que poderia ser mesmo a tal “avatar vodu” exaltada na canção Coisa Feita, rebento desses três geniais compositores.

Quando eles compuseram essa letra que fala das qualidades da mulher do Daomé (antigo reino africano onde fica atualmente o Benin), obviamente nenhum deles poderiam ter se inspirado em Esperanza Spalding, visto que ela nem era nascida. Mas numa eleição imaginária feita com os três para escolher a alteza do Daomé, acho que Esperanza Spalding venceria o pleito por unanimidade. Até porque só ela atualmente sabe ser “bem mulher de pegar um contrabaixo pelo pé” e pelo pescoço e destrinchar cada corda, fazendo-o reverberar brilhantemente na cara do mundo masculinizado do jazz. 

0477 - Coisa Feita - Esperanza Spalding [2009]

Outro dia li uma matéria de uma publicação conceituada que dizia que a “sofrência” está na moda. Pensei aqui com meus botões que a tal da “sofrência” (que aliás é um neologismo que congrega as palavras sofrimento e carência) nunca saiu de moda. Ao que consta na história do mundo, desde que homens e mulheres se apaixonaram e tiverem revezes em suas relações, suas mágoas amorosas servem de inspiração para expressões artísticas das mais variadas formas. E com certeza, como quem canta seus males espanta, haja gogó e folego para cantar tantas desilusões que se tornam sucessos em qualquer estilo musical.

Nestas agruras amorosas, me parece que quanto maior o sofrimento do compositor, mais bonita é canção que ele compõe. Como é o caso de I Don’t Want To Talk About It de autoria de Danny Whitten, guitarrista e vocalista da banda Crazy Horse

0476 - I Don't Want To Talk About It - Rod Stewart [1975]

Quem nunca cantou quando criança: “Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho / Voou, voou, voou, voou / E a menina que gostava tanto do bichinho / Chorou, chorou, chorou, chorou”. Os versos de Sabiá na Gaiola se tornaram uns dos mais conhecidos entre as cantigas infantis brasileiras desde seu lançamento, em 1950, quando Hervê Cordovil cantou e musicou a criação de Mário Vieira. 

Inicialmente criado como um baião, esta grande sucesso nas cantigas de roda e da música popular brasileira teve como primeira intérprete a grande Rainha do Baião da Rádio Nacional, Carmélia Alves.

Cover Records - As versões francesa e alemã para Sabia Lá Na Gaiola

“Se arrependimento matasse, hoje eu estaria num cemitério qualquer” (...)

Comecei o post com um trecho da música Se arrendimento matasse da banda gaúcha Graforréia Xilarmônica que me parece bem adequada  para contextualizar a história de What’s Love Got To Do With It, canção que é a marca registrada da grande cantora Tina Turner.

Então imagine um cantor ou grupo que ao receber uma demo de uma canção como What’s Love Got To Do With It acha que ela não tem nenhum potencial artístico. E dali a demo passa nas mãos de vários outros artistas e continua a ser desprezada. Depois, anos mais tarde estes artistas estão ouvindo rádio e reconhecem a canção na voz de outro artista e descobrem que a canção outrora menosprezada se tornou um hit mundial. 

Foi exatamente isto que ocorreu com What’s Love Got To Do With It. A canção composta pelos britânicos Graham Lyle e Terry Britten foi oferecida primeiramente ao cantor Cliff Richard. Depois, a música é oferecida as cantoras Phyllis Hyman e Donna Summer que também não tiveram interesse em gravá-la. Na sequência, foi a vez da banda Buck Fizz. A banda inglesa, que havia ganhado a competição Eurovision com a música Making Up Your Mind em 1981, recebeu a canção em mãos em 1982 e decidiu gravá-la em estúdio para o disco Are You Ready. Porém, por terem uma gama de músicas prontas, o grupo optou em deixá-la engavetada. E quando finalmente decidem incluí-la no seu quarto álbum de estúdio, I Hear Talk de 1984, eles se deparam na rádio com o single de What’s Love Got To Do With It explodindo a boca do balão com a cantora Tina Turner. O grupo então decide de vez não mais incluí-la no disco. (Ah, sente arrependimento matasse...)

O Buck Fizz só veio a lançar sua interpretação de What’s Love Got To Do With It em 2000, quando a banda relançou a edição comemorativa de Are You Ready com um CD extra contendo apenas faixas de estúdio gravada durante a produção do disco que ficaram para trás. Eis a versão de Buck Fizz para What’s Love Got To Do With It:


Portanto, tecnicamente falando, What’s Love Got To Do With It na voz de Tina Turner é uma cover. A história de sucesso com a gravação de What’s Love Got To Do With It é fantástica. Esta cover simplesmente fez Tina ressurgir das cinzas para o mundo da música, elevando-a a status de diva da música pop dos anos 80 e 90. Antes, nos anos 60 e início dos anos 70, Tina juntamente com até então seu marido Ike Turner produziram alguns hits no cenário R&B, entre eles a cover de Proud Mary do Creedence Clearwater Revival.

Depois de problemas e brigas em sua vida conjugal, ela se separa oficialmente de Ike Turner em 1978. Nos anos seguintes, Tina gravou dois álbuns que simplesmente não decolaram e a fizeram perder contrato com uma gravadora. Na primavera de 1984, Tina ganha uma nova chance no mundo da música e lança um single com sua intepretação de Let’s Stay Together, canção originalmente grava por Al Green. Esta cover fez com que Tina chegasse a 26ª posição da Billboard Hot 100. E poucos meses depois ela lança o disco Private Dance

O disco foi um sucesso tão grande que chegou a posição de número 3 nas paradas da Billboard e foi indicado a 6 categorias do Grammy Awards, ganhando em 4 delas. Só a música What’s Love Got To Do With It ganhou 3 prêmios Grammy: o de gravação do ano, o de melhor música do ano e o de melhor performance pop vocal feminino. Sem falar que em 1985 o clipe desta canção ganhou também o prêmio de Melhor Videoclipe Feminino no MTV Awards. (Ufa, haja prêmios para uma única canção!)


Com toda esta história, fico pensando se Cliff Richard, Phyllis Hyman, Donna Summer e o grupo Buck Fizz se arrependeram, em algum momento, em não gravar ou lançar sua própria versão de What’s Love Got To Do With It.

0475 - What's Love Got To Do With It - Tina Turner [1984]

É mais comum do que imaginamos uma música ser um estrondoso sucesso mundial através de uma cover e seu lançamento original passar desapercebido do grande público. E são estes casos que impulsionaram a construção do 1001 Covers lá em 2009. Sempre ficamos felizes quando descobrimos “velhas histórias novas” deste tipo, onde a cover fez mais sucesso que a original.

Certamente quem viveu os anos 70 e gosta de ouvir rádios soft-rock como Antena 1 ou Alpha FM já deve ter ouvido Love Will Keep Us Together. Como não era nascido nos anos 70, eu vim a conhecê-la pela primeira vez na sala de espera de um consultório dentário que frequentava muito nos anos 90 em São Paulo. Tinha meus 14 anos e achava um saco ficar aguardando as vezes por mais de 1 hora para ser atendido. Naquele tempo, por conta de um aparelho ortodôntico, ia quase toda semana neste consultório e sempre a música do ambiente era Antena 1 ou Alpha FM. Quase sempre eram os mesmos hits dos anos 70 que tocavam nestas rádios. E quase toda semana lá estava Love Will Keep Us Together tocando entre outras tantas músicas setentistas. Porém, quase nunca guardava quem eram os artistas/bandas/grupos daquelas músicas. 

0474 - Love Will Keep Us Together - Captain & Tennille [1974]

O cantor, músico e compositor italiano Pino Daniele foi, e continua sendo, um dos artistas mais importantes de seu país. Em Janeiro de 2015, ele infelizmente se foi; morreu de infarto fulminante em sua residência localizada na região da Toscana. Nascido em Nápoles no ano de 1955, Pino cultivou desde cedo um amor pela música. Com pouco mais de vinte anos, ingressou como baixista do Napoli Centrale, uma banda composta por músicos napolitanos e norte-americanos, criada por duas figuras históricas da cena musical napolitana: o saxofonista James Sanese e o baterista Franco Del Padre, ambos provenientes do grupo Showmen, famoso na Itália nos anos sessenta e setenta.

Cover Playlist - 3 canções do italiano Pino Daniele por artistas brasileiros

O ano de 2020 já começou e nós do 1001 Covers não poderíamos deixar de publicar a nossa lista de melhores covers que ouvimos em 2019. Sabemos que estamos um pouco atrasados pois, num piscar de olhos, já estamos na segunda quizena de 2020 e algumas ótimas covers já começaram a pipocar por aí. Mas, para começar com pé direito este ano, nada melhor do que começa-lo com uma enxurrada de boas covers! 

Em 2019 boas cover não faltaram. Chegamos numa incrível marca de 110 covers pré-selecionadas, mas apenas as 50 melhores ficaram. Na lista você vai encontrar "revivals" dos anos 80, tributos, cantor romântico fazendo cover heavy-metal e até covers de músicas atuais que andam "bombando" em alguma rádio FM ou plataforma de streaming deste universo.

Portanto, ouçam, aproveitem e fiquem a vontade para criticar e nos dizer o que ficou de fora de nossa lista ou qual você mais gostou. E que todos tenham um ótimo ano de 2020!

Melhores Covers de 2019 - Top 50 - [25 a 01]

O ano de 2020 já começou e nós do 1001 Covers não poderíamos deixar de publicar a nossa lista de melhores covers que ouvimos em 2019. Sabemos que estamos um pouco atrasados pois, num piscar de olhos, já estamos na segunda quizena de 2020 e algumas ótimas covers já começaram a pipocar por aí. Mas, para começar com pé direito este ano, nada melhor do que começa-lo com uma enxurrada de boas covers! 

Em 2019 boas cover não faltaram. Chegamos numa incrível marca de 110 covers pré-selecionadas, mas apenas as 50 melhores ficaram. Na lista você vai encontrar "revivals" dos anos 80, tributos, cantor romântico fazendo cover heavy-metal e até covers de músicas atuais que andam "bombando" em alguma rádio FM ou plataforma de streaming deste universo.

Portanto, ouçam, aproveitem e fiquem a vontade para criticar e nos dizer o que ficou de fora de nossa lista ou qual você mais gostou. E que todos tenham um ótimo ano de 2020!

Melhores Covers de 2019 - Top 50 - [50 a 26]

O Lista Minha traz hoje a seleção feita por Alexandre Dantas. Direto da cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais, Alexandre, que é professor universitário, escolheu com muita maestria 10 covers. E para não "pender" apenas para o estrangeirismo, sua seleção é bem diplomática, contendo ótimas 5 covers nacionais e 5 internacionais.

Assim como o Alexandre, qualquer um pode enviar sua lista de covers prediletas. Você pode selecionar até 10 covers para o e-mail 1001covers@gmail.com ou uma mensagem direta na nossa página do Facebook que nós iremos analisá-la e publicá-la em breve. Pode enviar também covers de sua banda ou grupo musical ou de seu trabalho solo. Participe!

Lista Minha - Alexandre Dantas